Acordo comercial entre UE e Mercosul na Justiça: veja repercussão entre líderes europeus
21/01/2026
(Foto: Reprodução) Líderes da União Europeia e do Mercosul celebraram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações.
REUTERS/Cesar Olmedo
Líderes europeus começaram a se posicionar no X sobre a votação do Parlamento Europeu para paralisar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A decisão, desta quarta-feira (21), em teoria, impede a entrada em vigor do acordo comercial por vários meses.
Além disso, manda os termos do acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia para revisão de sua legalidade. Saiba mais sobre a votação.
O Friedrich Merz, chefe de governo da Alemanha, por exemplo, escreveu que: "A decisão do Parlamento Europeu sobre o acordo Mercosul é lamentável. Ela avalia mal a situação geopolítica. Estamos convencidos da legalidade do acordo. Chega de atrasos. O acordo deve agora ser aplicado provisoriamente". Veja a publicação mais abaixo.
Já Jean-Noël Barrot, Ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, escreveu que "ao submeter o acordo com o Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o Parlamento Europeu agiu em consonância com a posição que temos defendido. A França está disposta a dizer não quando necessário, e a história muitas vezes comprova isso. A luta continua para proteger a nossa agricultura e garantir a nossa soberania alimentar".
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, respondeu à publicação de Barrot que essa foi uma votação importante e que deve ser respeitada.
Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, compartilhou um post no X da página @patriotaspelaeuropa sobre a decisão. A publicação afirma que, enquanto partidos do “establishment” se curvam a lobistas globalistas, o movimento diz defender agricultores e trabalhadores europeus. O texto também sustenta que os votos do grupo “mudaram o jogo” e que agora a decisão caberá à Justiça.
Os eurodeputados aprovaram a moção com 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. Saiba todos os detalhes da votação.
Jean-Noël Barrot, Ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França
Reprodução/X
Publicação de Frierich Merz
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*Essa reportagem está em atualização