Acre soma mais de 1,6 mil casos de síndromes respiratórias; Crianças e idosos são mais afetados

  • 27/06/2026
(Foto: Reprodução)
Crianças e idosos são os mais afetados por síndromes respiratórias no Acre Assessoria O Acre soma mais de 1,6 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) até o último dia 13. O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde (Sesacre) na última quarta-feira (24) mostra que o estado já contabiliza 1.625 casos de Srag. Os dados são referentes as semanas epidemiológicas 1 e 23 de 2026, maior número registrado no mesmo período dos últimos três anos. Ano passado, no período, foram contabilizados 1.196 casos e 1.321 em 2024. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O estado decretou situação de emergência por conta do aumento dos casos no último dia 3 de junho. ⏩O decreto foi publicado após o aumento das internações, a pressão sobre a rede hospitalar e o registro de 37 mortes pela doença até o fim de maio. A medida tem validade de 90 dias e permite a adoção de ações administrativas para ampliar a capacidade de resposta da rede pública. Decreto de emergência foi publicado após alta de casos de síndrome respiratória no Acre Segundo a Sesacre, a curva epidemiológica apresentou crescimento sustentado ao longo do primeiro semestre e atingiu o pico na semana epidemiológica 22, quando foram registradas 103 notificações em apenas uma semana. Conforme o balanço, crianças e idosos continuam sendo os grupos mais afetados pelas síndromes respiratórias no estado. O levantamento aponta que as crianças de 2 a 4 anos lideram as internações, com 343 casos, seguidas pelos idosos com 60 anos ou mais, que somam 305 internações. Crianças de 5 a 9 anos, aparecem com 304 casos, e os menores de 2 anos, com 248 registros. LEIA MAIS: Com 37 mortes por síndrome respiratória aguda grave, Acre decreta situação de emergência Acre tem mais de 1,3 mil notificações de casos de síndromes respiratórias em 5 meses; Saúde faz alerta Nova vacina contra pneumonia e meningite começa a ser aplicada no AC; Veja quem pode receber Além disso, Rio Branco permanece como o município com maior concentração de notificações no estado. Ao todo, a capital registrou 669 casos, o equivalente a 41,17% de todas as ocorrências de SRAG no Acre em 2026. Cruzeiro do Sul aparece em seguida, com 243 casos (14,95%). Também registram números elevados Marechal Thaumaturgo (137), Feijó (125) e Mâncio Lima (81). (Veja gráfico abaixo) De acordo com a Sesacre, a concentração em Rio Branco ocorre porque a capital reúne hospitais de referência e unidades privadas responsáveis pela maior parte das notificações de pacientes internados. Hospital Infantil lidera internações Entre as unidades de saúde, o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, concentra o maior número de notificações por Srag no estado, com 430 casos. Na sequência aparecem o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, com 358 registros, e o Hospital Geral de Clínicas de Rio Branco (Huerb), com 169 casos. Também aparecem entre as unidades com maior número de notificações a Fundhacre (100), a Pronto Clínica (89), o Hospital dr. Abel Pinheiro Maciel Filho (73) e o Hospital Geral de Feijó (61). Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, concentra o maior número de notificações por SRAG no estado Sesacre A Sesacre confirmou também, nesta sexta-feira (26), que a rede estadual conta com 33 vagas para atendimento pediátrico, sendo quatro em UTI pediátrica, quatro em Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e 25 em enfermarias. Para pacientes adultos, há 13 vagas de UTI distribuídas entre o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), Fundhacre, Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into-AC) e Hospital Santa Juliana. Mortes entre bebês aumentaram No início de junho, quando foi decretado a situação de emergência em saúde pública, sete crianças menores de 2 anos haviam morrido em decorrência da doença. Contudo, o número subiu para nove óbitos entre as semanas epidemiológicas 1 e 23 deste ano, maior registro da série para essa faixa etária. Em 2024, foram três mortes e, em 2025, cinco. Enquanto os óbitos entre os bebês cresceram, as mortes entre idosos diminuíram. O número de registros na população com 60 anos ou mais caiu de 67, em 2024, para 15 em 2026. Sobe para nove o número de mortes em crianças menores de 2 anos por conta da SRAG Reprodução/ TV Globo Segundo a Sesacre, essa mudança indica que a mortalidade por SRAG, antes concentrada entre os idosos, passou a atingir com mais intensidade o público infantil. Ainda conforme o boletim, crianças e adolescentes de até 19 anos passaram a concentrar 52% de todas as mortes por SRAG registradas no estado neste ano, enquanto a participação dos idosos caiu para 30%. 🦠Rinovírus é o vírus mais identificado Apesar do aumento das internações, os atendimentos por síndrome gripal apresentaram queda nas unidades sentinelas. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 23, foram registradas 10.636 consultas, contra 12.743 no mesmo período de 2025 e 12.032 em 2024. A faixa etária de 20 a 29 anos foi a que mais procurou atendimento médico por síndrome gripal, mas todos os casos tiveram evolução sem gravidade. Entre os vírus identificados nas amostras analisadas neste ano, o rinovírus aparece como o mais frequente, com 149 detecções. Também circulam no estado Influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus, SARS-CoV-2, metapneumovírus e outros vírus respiratórios. Vacinação segue abaixo da meta O boletim mostra ainda que a cobertura vacinal contra a influenza permanece abaixo da meta de 90% em todos os grupos prioritários. Entre as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, a cobertura é de 41,02%. Entre os idosos, o índice chega a 27,48%. Gestantes apresentam cobertura de 64,05%, indígenas de 30,73% e puérperas de apenas 2,6%. Cobertura vacinal contra a influenza permanece abaixo da meta de 90% em todos os grupos prioritários no Acre Divulgação/PMBM Segundo a Sesacre, a baixa adesão à vacinação contribui para a manutenção das internações, principalmente entre crianças e idosos, considerados os grupos mais vulneráveis para evolução de quadros respiratórios graves. 😷Diferença entre gripe, resfriado e bronquiolite Diante do aumento dos casos de SRAG, é importante reconhecer os sinais e os sintomas das principais doenças respiratórias que circulam neste período do ano. Como forma de prevenção e cuidado, também é importante identificar, de forma correta, cada doença para que, assim, possa procurar atendimento médico. Portanto, como identificar? Resfriado: É uma infecção respiratória geralmente leve e de curta duração. Os sintomas mais comuns incluem coriza, espirros, congestão nasal e tosse leve. A febre, quando ocorre, costuma ser baixa, e o estado geral normalmente permanece preservado. Gripe: É causada pelo vírus Influenza, a gripe costuma surgir de forma repentina e apresentar sintomas mais intensos. Febre alta, dores no corpo, cansaço, dor de garganta e tosse persistente estão entre as manifestações mais frequentes. Em alguns casos, pode haver prostração, perda de apetite e agravamento de doenças preexistentes, especialmente em idosos. Bronquiolite: Acomete principalmente bebês e crianças menores de 2 anos, atingindo as pequenas vias aéreas dos pulmões. O quadro geralmente se inicia com sintomas semelhantes aos de um resfriado, mas pode evoluir para um comprometimento respiratório importante, com chiado no peito, dificuldade para respirar e dificuldade para se alimentar. A circulação do VSR, principal agente associado à bronquiolite, tem contribuído para o aumento das internações pediátricas no Acre. Os vírus respiratórios podem causar complicações em idosos e pessoas com comorbidades. Quando buscar atendimento? Em caso de dúvidas sobre a evolução do quadro clínico ou quando os sintomas forem mais intensos; Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção especial, já que apresentam maior risco de desenvolver complicações; No caso de bebês e crianças com suspeita de bronquiolite, é recomendado procurar atendimento o mais rápido possível em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou serviço de urgência, principalmente quando houver dificuldade respiratória, chiado no peito ou recusa alimentar; Independentemente do diagnóstico, é fundamental procurar imediatamente uma UPA ou Pronto-Socorro se a criança ou o idoso apresentar falta de ar, respiração acelerada, afundamento das costelas ao respirar, lábios arroxeados, sonolência excessiva, dificuldade para se alimentar ou febre persistente. VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/06/27/acre-soma-mais-de-16-mil-casos-de-sindromes-respiratorias-criancas-e-idosos-sao-mais-afetados.ghtml


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