Acreana que morava em SC morre após complicação em cirurgia no pâncreas: 'Foi em busca de melhoras'

  • 19/04/2026
(Foto: Reprodução)
Asmin Nascimento da Silva Fraga de 33 anos, morreu em Santa Catarina, após complicações de uma cirurgia de pancreatite Arquivo pessoal A pedagoga acreana Asmin Nascimento da Silva Fraga, de 33 anos, morreu na última sexta-feira (17) na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, após complicações no pós-operatório de uma cirurgia de pancreatite, para retirar pedras no pâncreas. Ela se mudou com o esposo e as duas filhas há cerca de 7 anos em busca de oportunidade de trabalho. A jovem era filha da presidente do Sindicato das Trabalhadores Domésticas do Acre e conselheira do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Ana Maria Nascimento da Silva. A Secretaria de Estado da Mulher lamentou a morte da jovem. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ao g1, o vigilante Leandro Kennedy Freitas de Araújo, de 39 anos, que é amigo da família há mais de 20 anos, explicou que Asmin sofria com dor abdominal desde a adolescência. "Sempre passava mal e precisava ir ao hospital", disse. Ainda segundo o vigilante, Asmin chegou a procurar atendimento com dois médicos no estado sulista, contudo, os especialistas recusaram fazer a cirurgia devido à gravidade do caso. "Ela já vinha sofrendo há anos com essas pedras no pâncreas, segundo a mãe dela. Os médicos achavam perigoso e de risco, mas aí esse médico aceitou fazer e deu no que deu", concluiu. A pedagoga foi internada na última quarta-feira (15) e operada no mesmo dia. O procedimento durou 9 horas e apesar de complexo, ocorreu bem, segundo Leandro. Contudo, dois dias após ser encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Asmin começou a apresentar um acúmulo de líquido. Médica Paula Sampaio fala sobre pedras no pâncreas "Os médicos viram esse líquido e a levaram para sala de cirurgia novamente, tiveram que reabrir ela para drenar a secreção que não estava sendo drenada, mas ela já não estava mais tendo reação depois da cirurgia e, infelizmente, não resistiu", afirmou Leandro. Asmin deixa duas filhas adolescentes que moravam com ela e o esposo, Vanderson Mendonça da Silva, na cidade catarinense. Para custear as despesas com o traslado do corpo, que custa mais de R$ 18 mil até Rio Branco, onde a família, foi criado uma vaquinha. "Conversei com o Vanderson para ser ele forte pelas meninas, contudo, nesse momento ele está desolado, não sabe o que fazer e está perdido. Ele me disse que perdeu a base dele. Estavam casados há 18 anos e foram em busca de melhoras de vida e trabalho", destacou. Conforme a aposentada Helena Mendes, de 61 anos, amiga da família, antes de ir embora para Santa Catarina, a família morava no bairro Tancredo Neves, em Rio Branco. "Eu sou praticamente mãe do esposo da Asmin e ajudei muito antes deles irem. Ele está desesperado depois dessa tragédia", resumiu. Segundo a Helena, a família também espera utilizar o valor da vaquinha para comprar as passagens aéreas dos familiares dela, incluindo a mãe, para Rio Branco, onde o corpo deve ser enterrado. Até este domingo (19), a família ainda não conseguiu arrecadar o valor e o corpo segue em Blumenau. O que é a pancreatite? Pancreatite é uma doença caracterizada pela inflamação do pâncreas. Ela pode ser fatal se não for logo diagnosticada e tratada. Os sintomas incluem dor abdominal, febre, náusea e vômitos. A doença ocorre quando as enzimas pancreáticas, que são usadas na digestão dos alimentos, são liberadas no interior do pâncreas, iniciando um processo de digestão do próprio órgão. A consequente lesão do pâncreas faz com que essas enzimas saiam e entrem na corrente sanguínea ou na cavidade abdominal, onde provocam irritação e inflamação do revestimento da cavidade e de outros órgãos. Se a pancreatite for diagnosticada precocemente, é possível tratá-la e restaurar o equilíbrio do pâncreas. As principais causas da pancreatite são o consumo excessivo de álcool e a formação de cálculos biliares (conhecidos como pedras na vesícula). Maus hábitos podem contribuir com a pancreatite, como tabagismo, consumo excessivo de bebida alcoólica e alimentos gordurosos. Nota da Semulher É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento de Yasmin Nascimento Fraga da Silva, filha de Ana Maria Nascimento da Silva, Presidente do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Acre e Conselheira do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher. Neste momento de imensa dor e sofrimento, queremos expressar nossas mais sinceras condolências a todos os familiares e amigos próximos. Secretaria de Estado da Mulher (Semulher). Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/04/19/acreana-que-morava-em-sc-morre-apos-complicacao-em-cirurgia-no-pancreas-foi-em-busca-de-melhoras.ghtml


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