'As coisas que conquistamos foi por conta da bola': histórias mostram que o futebol pode virar ganha-pão
03/06/2026
(Foto: Reprodução) Histórias mostram que o futebol, além de paixão, pode virar ganha-pão
Quando ainda era adolescente, o supervisor José Domingos Rodrigues tinha um sonho: ser jogador de futebol. Não faltaram tentativas de tornar esse sonho realidade. Ele jogava com frequência, procurava times e acompanhava as partidas com afinco.
As portas não se abriram para José Domingos, que passou a procurar outras oportunidades, até mesmo para conseguir sustentar a família. Atuou por um tempo como garçom.
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Mas a paixão pelo esporte mais popular do Brasil ainda existia e, há 47 anos, quando José Domingos tinha apenas 17 anos, uma porta se abriu para ele voltar a trabalhar com o que mais ama: a bola.
Uma fábrica de bolas o chamou para trabalhar na produção, dando início a uma carreira da qual ele se emociona em falar.
"Quando era mais jovem, eu falava assim: 'preciso ter uma casa, uma família e um carro para andar'. Eu tenho tudo isso, então sou realizado, né? Graças à bola. É meu esforço também, que eu trabalhei para isso. Tudo o que a gente conquistou, foi por conta da bola", disse o supervisor.
Apaixonado por futebol, José Domingos começou a trabalhar em fábrica de bolas
Reprodução/EPTV
Essa paixão é reconhecida pelo diretor da fábrica, Tiago Abib, que usa o grande número de vendas, principalmente nos períodos de Copa do Mundo, para afirmar que o Brasil é o "país do futebol".
"A gente faz a bola do zero e o legal é a alquimia da coisa, porque, na verdade, a gente transforma pedaços separados. No final, eles se transformam em um objeto vendável. No entanto, é um objeto que carrega consigo um tom, uma energia que tem tudo a ver com esporte, família, educação, bem-estar", disse Tiago.
Ganha-pão
Vera Lúcia tem o futebol como ganha-pão
Reprodução/EPTV
Assim como José Domingos, a lavadeira Vera Lúcia Ribeiro é um exemplo de que o futebol, além de paixão, pode virar ganha-pão. Ela lava os uniformes de um time amador, que joga todo fim de semana.
São cerca de 50 peças, contando camisas, bermudas e meiões. É preciso limpar o barro, desvirar as camisas e retirar as gramas que ficam dentro dos meiões.
"Dá trabalho, né? Dá um pouco de trabalho. Mas a gente gosta, eu gosto muito de lavar. Ganho R$ 200. É uma renda a mais, né? Já complementa na conta de água, de luz. Ajuda bem", disse.
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