Banco Pleno encerra trajetória marcada por rebatismo, venda e reestruturações

  • 18/02/2026
(Foto: Reprodução)
Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), encerra uma trajetória marcada por mudanças de controle, tentativas de reposicionamento e instabilidade operacional. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A instituição surgiu a partir do Banco Indusval & Partners Corretora (BI&P), que foi fundado em 1967 e atuava principalmente no crédito corporativo e no financiamento ao agronegócio. Com dificuldades operacionais e resultados pressionados, o banco passou por diversas reorganizações societárias. Em 2019, sob o controle do empresário Roberto de Rezende Barbosa, a instituição adotou o nome Banco Voiter, em uma estratégia de enxugamento da estrutura e aposta em soluções digitais, mas sem conseguir estabilizar o negócio. Ainda assim, diante das dificuldades, os controladores passaram a buscar potenciais compradores. Tentativas de vendas até chegar ao Master Em 2023, o banco chegou a negociar uma venda para a Capital Consig, que previa um aporte de R$ 100 milhões e a transferência do controle da instituição. A operação, porém, não avançou, abrindo espaço para conversas com o Banco Master. No início do ano seguinte, os controladores do então Voiter anunciaram negociações com Daniel Vorcaro, sem divulgar os valores envolvidos. O acordo previa a transferência de controle e a incorporação das áreas de atacado, corretora e gestoras do Voiter ao conglomerado do Master. Pouco tempo depois, em julho de 2025, o Banco Central autorizou a transferência do controle para Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, dando origem ao Banco Pleno. Enquanto isso, a família Rezende Barbosa entrou em disputa judicial contra o conglomerado Master e seus controladores, envolvendo uma debênture de R$ 400 milhões emitida pela controladora do grupo. Segundo os vendedores, a primeira parcela de R$ 100 milhões não foi paga e, mesmo após um aditivo que previa o desembolso de R$ 200 milhões em duas parcelas, os valores também não foram quitados. O Master alegou que os credores teriam exigido a antecipação do contrato. A família acionou a Justiça em São Paulo, com valor da causa estimado em R$ 470,5 milhões, mas desistiu do processo após um acordo homologado no início de novembro, cerca de 12 dias antes da intervenção do Banco Central no conglomerado. Banco Pleno Banco Pleno/Divulgação *Reportagem em atualização

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/18/banco-pleno.ghtml


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