Conheça relatos de contato com extraterrestres em Goiás

  • 01/02/2026
(Foto: Reprodução)
Corretor de imóveis fala sobre aterrissagem de óvnis em Goiás Goianos revelaram ao g1 as experiências que tiveram ao longo da vida com objetos e seres que acreditam pertencerem a outro mundo. Embora detalhem circunstâncias bem diferentes entre si, todos eles guardam uma característica em comum: a convicção de que viveram algo real, não fruto da imaginação. Aos 64 anos, o corretor de imóveis Miguel Ferreira relata que passou por duas experiências, ao longo da vida: uma envolvendo OVNI (Objeto Voador Não Identificado) e outra de abdução. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A primeira, aos 14 anos, foi em Goiânia. Miguel conta que ele e alguns amigos viram, durante o dia, um disco voador no céu, enquanto estavam descendo uma rua, no Bairro Feliz. A segunda experiência foi mais profunda. Então com 18 anos, ele estava acampando com alguns amigos na Serra dos Pireneus, em Pirenópolis, quando decidiu, em uma noite, caminhar sozinho. Ele afirma que foi abduzido e se lembra apenas de "flashes" do que aconteceu. "Estávamos no alto da serra. Tudo rústico, sem luz. E não havia celular naquela época. Eu saí para caminhar à noite. De repente, vi uma luz diferente. Vi uma nave espacial e um ser muito grande", contou. Miguel diz que marcas em chão, em Paraúna, é uma das comprovações do pouso de objetos voadores não identificados Reprodução/ Perfil do Instagram de Miguel Ferreira O corretor conta que, durante a abdução, esse ser não se comunicou com ele, não disse nada. Mas Miguel sentiu que estava em um deslocamento muito rápido, como se estivesse sendo transportado para algum lugar. "Parecia um sonho. Foi algo sobrenatural. Eu guardei isso (essa experiência) por muito tempo", afirmou, acrescentando que não costumava falar muito sobre as suas experiências por receio de ser alvo de preconceito ou acusações diversas, como invenção ou que estivesse sob efeito de substâncias alucinógenas. Segundo o goianiense, quando ele reencontrou os amigos, veio a surpresa. "Eles falaram que eu tinha sumido por mais de um dia. Ou seja, teve um lapso temporal. Eu creio. Eu fui abduzido", afirmou. Histórias de décadas João Oliveira Ramos, professor de história do Instituto Federal de Goiás (IFG), explica que relatos de contatos com supostos seres extraterrestres atravessam décadas, misturando testemunhos populares, investigações independentes e o imaginário coletivo. Embora o caso mais famoso do país seja, sem dúvidas, o do "ET de Varginha", em Minas Gerais, Goiás também teve exemplos emblemáticos. O exemplo goiano mais conhecido, segundo o historiador, é o de Alto Paraíso de Goiás, na região da Chapada dos Veadeiros, onde todos os anos diversas pessoas afirmam ver discos voadores. "Alto Paraíso surgiu da exploração mineradora e, com a exaustão dessa fonte, a economia do município se reinventou através do ecoturismo, que foi impulsionado pela migração de grupos esotéricos para a região a partir da década de 1980", contou. Miguel teve mais de uma experiência com extraterrestres, em Goiânia e Paraúna; Édina avistou uma nave, em Cavalcante Reprodução/ Perfis do Instagram de Miguel Ferreira e Édina Marczal A cerca de 90 quilômetros dali, em Cavalcante, a terapeuta natural Édina Marczal, de 50 anos, teve a sua experiência mais intensa com objetos de outros planetas. Ela conta que em uma noite de outubro de 2025, avistou várias caneplas, uma espécie de drone extraterrestre. "No entorno dessas caneplas, deu para perceber nitidamente o vulto de um objeto muito maior. Parecia uma nave. A visão que tive desse vulto foi muito nítida", contou. Édina conta que ela mantém contato por telepatia com seres extraterrestres desde nova, mas que os episódios têm sido mais frequentes ultimamente. "A cada dia que passa, as comunicações telepáticas e os avistamentos estão ocorrendo com períodos menores entre um e outro", relatou. O historiador João destaca que outro local que também recebe atenção da ufologia em Goiás é a Serra da Portaria, no Parque Estadual de Paraúna. "Além dos relatos de objetos luminosos no céu, pelos moradores, também há formações circulares concêntricas nas rochas que muitos interpretam como sendo evidências de pousos de discos voadores", afirmou. Uma das testemunhas dessas luzes estranhas no céu foi Claudia Garcia Rodrigues, de 45 anos. Em julho de 2024, por volta da meia-noite, a chefe do departamento turístico da cidade avistou luzes com movimentos estranhos, no alto da Serra do Cristo. Ela estava saindo do trabalho, da organização de um evento que aconteceria no dia seguinte na cidade, acompanhada de uma amiga, quando fez um vídeo dos OVNIs (veja no início da reportagem). "Para mim, foi algo muito forte. Naquele dia, a minha amiga estava bebendo, mas eu não, porque eu estava a trabalho. O movimento delas era muito rápido. Durou mais ou menos três minutos e sumiu de uma vez", contou. Claudia diz que não tem dúvidas de que os seres humanos não são os únicos habitantes do universo. "Eu acredito muito em Deus. E acredito que ele não fez só a gente, aqui na Terra, e falou 'olha, só aqui que haverá vida'. Eu falo de seres mesmo. Uns mais evoluídos, outros menos evoluídos, com formações diferentes da nossa", afirmou. Moradora de Paraúna, Claudia Garcia Rodrigues avistou dois objetos luminosos estranhos no céu, em julho de 2024 Arquivo pessoal/ Claudia Garcia Rodrigues Foi em Paraúna, aliás, que o corretor Miguel Ferreira avistou, em outubro do ano passado, marcas circulares no chão. Eram as tais formações circulares concêntricas às quais o professor João se referiu. Miguel as avistou enquanto passeava no Parque Ecológico de Paraúna, na Serra das Galés, próximo à Cachoeira do Desengano. Na ocasião, um dos turistas que o acompanhava registrou o momento e os sinais no solo. "Aqui é uma das comprovações do pouso de objetos voadores não identificados. Isso aqui, pelo que tudo demonstra, são as bases de apoio de aterrisagem dos OVNIs. Só não crê quem não quer", disse Miguel, na ocasião. Disco voador em Goiás Velho Os relatos de Miguel, Édina e Claudia se somam a pelo menos dezenas de outros semelhantes que aconteceram em Goiás. No caso dos OVNIs, o Arquivo Nacional do Brasil, órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, possui um banco de dados de registros de no país. De 1952 até 2024, houve 924 casos registrados. Desses, segundo a pesquisa feita pelo g1 na última semana, 34 tinham o termo “Goiás”. O primeiro deles data de maio de 1969 e se refere a uma reportagem do jornal “Correio Braziliense” sobre o caso divulgado pela imprensa goiana de um fotógrafo que registrou um objeto semelhante a um disco voador enquanto descansava em sua fazenda, na Cidade de Goiás. Além dele, sua esposa e dois funcionários teriam visto o OVNI. A mesma reportagem conta, ainda, que em Jaraguá a informação de que um disco voador havia caído na zona rural causou um grande alvoroço na cidade. Um lavrador, chamado Paulo Alves Rezende, teria visto o objeto decolando, enquanto ele saía da sua casa, e caindo, logo em seguida, a cerca de 500 metros. Moradores chegaram a montar grupos de caça ao OVNI e até o presidente da Câmara Municipal se envolveu nas buscas. Segundo o jornal, os relatos de objetos voadores não identificados estavam sendo estudados pela Aeronáutica, que cogitava criar um órgão exclusivo para a análise desses casos. A relação entre as histórias de OVNIs e de autoridades militares não era meramente técnica e de defesa do território nacional, segundo o historiador João. Ele destaca que o período da Ditadura Militar no Brasil, iniciado em 1964, cinco anos antes das notícias da cidade de Goiás e de Jaraguá, foi crucial para a divulgação de relatos ufológicos pela imprensa, contribuindo para a construção do imaginário coletivo. “Como havia censura e não havia liberdade para o jornalismo investigar denúncias contra o governo, o espaço dos jornais muitas vezes era preenchido com pautas sobre temas misteriosos, como aparição de discos voadores e fenômenos paranormais”, afirmou. Ufólogo cita casos emblemáticos A ufologia é uma paraciência que estuda e investiga casos de OVNIs e outros fenômenos relacionados à vida extraterrestre, segundo o ufólogo Edison Boaventura Júnior . Em entrevista ao g1, ele conta que Goiás teve casos emblemáticos de relatos sobre objetos não identificados. Um deles foi em uma fazenda em Morrinhos, em maio de 1981. Na ocasião, um engenheiro, filho do dono da fazenda, disse que o pai tinha visto um objeto de cor escura sobrevoar a propriedade, por volta das 16h. "Após ouvir um barulho, o objeto caiu no maior dos três açudes da fazenda. Na hora da queda, segundo ele, a água transbordou e ferveu. No dia seguinte, os peixes estavam todos mortos", contou Edison. Na semana seguinte, segundo Edison, outro filho do fazendeiro nadou no açude e, pouco tempo depois, morreu. À época, a causa da morte foi apontada como leucemia. Um delegado que soube do ocorrido pediu que o açude fosse drenado. "Após a drenagem, constatou-se no meio do açude uma perfuração circular de aproximadamente 20 metros de profundidade e 4 a 5 metros de diâmetro", contou. O ufólogo diz que uma equipe da base aérea de Anápolis chegou a ser chamada para fotografar estudar local, mas militares pediram que o açude fosse aterrado, por causa da inviabilidade de esvaziar a fenda e retirar o objeto. O que diz a ciência Não há uma resposta única para o questionamento se existe ou não vida extraterrestre. Em entrevista ao g1, o astrônomo Manoel Alves Rodrigues, professor do Planetário da Universidade Federal de Goiás (UFG) explicou que, até hoje, ainda não há evidências de vida fora da Terra. Por outro lado, também não se pode afirmar que não há. Ele explica, no entanto, que há o chamado Paradoxo de Fermi, formulado pelo físico italiano Enrico Fermi. "O paradoxo diz o seguinte: 'Se o universo é tão grande e antigo, onde está todo mundo?", resume Manoel. Para se ter uma ideia do que significa "tão grande", o astrônomo explica que o universo possui trilhões de galáxias. "E cada uma dessas galáxias com cerca de 200 a 400 bilhões de estrelas. E cada estrela podendo ter (ao redor) mais de um planeta, dezenas ou nenhum. Portanto, a quantidade de planetas é imensa. Então, não é possível não ter vida em outro local. Mas a ciência ainda não tem isso definido", afirma. Em relação aos OVNIs, o professor explica que é muito comum as pessoas que os avistam não conseguirem identificar do que se trata. Os casos podem se encaixar em uma das seguintes situações: satélites artificiais: um dos principais motivos de confusão com OVNIs, são pontos que cruzam em linha reta e não piscam. "Outro destaque são os satélites utilizados para internet, como os da Starlink, que muitas vezes aparecem em conjunto como se fosse um trem de luzes e são visíveis a olho nu", disse Manoel. meteoros: quando entram na atmosfera a determinada velocidade, aquecem tanto que pegam fogo e geram um rastro no céu; bólidos: são meteoros um pouco maiores e muito brilhantes. "Eles podem iluminar o céu por alguns segundos e geram luzes interessantes e diferentes, dependendo da composição química deles", disse o professor. planetas: Vênus é o mais comum dos que podem ser confundidos porque é possível vê-lo com muito brilho, principalmente no começo da manhã ou no final da tarde. aeronaves: aviões com luzes vermelhas e verdes piscando podem confundir as pessoas."No planetário já ligou gente falando que estava vendo um ponto passando na frente do sol à tardezinha, e nada mais era do que a trajetória de um avião", explica Manoel. balão meteorológico: São equipamentos soltos por institutos de meteorologia, para medir aspectos como temperatura e pressão. "O balão infla e muitas vezes estoura, caindo com um paraquedas, para não causar dano. É muito comum as pessoas confundirem com disco voador, como aconteceu em Goiânia no começo da década de 1980". O astrônomo conclui que, caso exista vida extra terrestre, há diversas possibilidades: ela pode ser inteligente, rara ou ter tido um "grande filtro" que essas civilizações extraterrestres não superaram, filtro esse que envolve sobrevivência, uso de tecnologias e outros fatores. "Ou, mais ainda, pode ser que essas civilizações existam, mas não se comunicam (com o humanos) porque não querem ou não precisam", disse. Para Manoel, o astrônomo norte-americano Carl Sagan definiu bem a situação da humanidade em qualquer uma das duas hipóteses, de existência ou não de vida extraterrestre. "Ele disse: 'O que é mais assustador? A ideia de extraterrestres em mundos estranhos, ou a ideia de que, em todo este imenso universo, nós estamos sozinhos?'", afirmou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/02/01/conheca-relatos-de-contato-com-extraterrestres-em-goias.ghtml


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