II Mostra Mira reúne filmes, oficinas e debates sobre cinema documental feito por mulheres em São Luís
09/06/2026
(Foto: Reprodução) Mostra terá lançamento do filme “Aqui não entra luz”, de Karol Maia
Divulgação/Mostra Mira
São Luís recebe, de 17 a 20 de junho, a segunda edição da MIRA – Mostra de Cinema Documental. Com o tema “Todas as águas correm para o mar”, o evento reúne exibições de filmes, debates, oficinas e encontros com realizadoras de várias regiões do país. A proposta é destacar a contribuição das mulheres para o cinema documental brasileiro.
Com curadoria de Ingrid Barros, Camila Soares e Edileuza Penha, a edição de 2026 propõe reflexões sobre memória, identidade, ancestralidade e criação audiovisual a partir das trajetórias de mulheres cineastas.
O tema “Todas as águas correm para o mar” usa a água como metáfora para representar a circulação de saberes, a construção de memórias e a conexão entre diferentes gerações do audiovisual.
Programação inclui filmes, debates e oficinas
A programação inclui sessões de cinema, rodas de conversa, oficinas e debates para diferentes públicos. Entre os destaques estão:
Roda de conversa “Cinema Documental no Feminino”, com Antônia Ágape, Safira Moreira e Karol Maia;
Mesa “Eu Sou Uma Cineasta: Cinema, Memória e Travessia”, com Antônia Ágape e Carine Fiúza;
Aula magna “Tecendo Imagens, Bordando Memórias: Cinema Negro no Feminino”, ministrada por Edileuza Penha
Lançamento do filme “Aqui não entra luz”, de Karol Maia.
O público poderá participar de atividades formativas como “Cinema Possível: Direção de Fotografia Inventiva”, com Rafaella Gonçalves; “Onde o Filme Deságua: Redes de Articulação e Cinema de Impacto”, com Camila Soares; e “Política da Memória – Imagens e Narrativas Negras”, com Safira Moreira.
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A mostra também terá sessões voltadas ao público infantil, por meio do Cine Erê, que visa fortalecer o diálogo entre cinema, educação e formação de novos espectadores.
O encerramento terá a exibição do longa-metragem “Cais”, seguida da performance “Mojubá”, da artista Correnteza Braba. A programação termina com um cortejo conduzido por Mestra Roxa e pelas Caixeiras, em celebração ao encontro entre cinema, memória e cultura popular.
Mostra homenageia pioneira negra do cinema na Paraíba
Antônia Ágape, pioneira negra do cinema na Paraíba e referência no audiovisual brasileiro
Divulgação/Mostra Mira
A homenageada desta edição é a cineasta paraibana Antônia Ágape, pioneira negra do cinema na Paraíba e referência no audiovisual brasileiro.
Formada em Cinema Direto pela Associação Varan, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ela dirigiu, em 1982, o curta-metragem “As Cegas”. A obra ficou mais de 40 anos sem exibição pública.
O filme foi redescoberto a partir de uma pesquisa da cineasta e pesquisadora Carine Fiúza sobre mulheres negras no audiovisual brasileiro. Desde então, passou a simbolizar a importância da preservação da memória e da valorização de trajetórias historicamente invisibilizadas.
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