Justiça mantém prisão do suspeito de matar e enterrar filha no quintal de casa no litoral de SP
02/02/2026
(Foto: Reprodução) Gutemberg Peixoto Alves de Souza estava foragido desde 2022, quando a ossada da filha Agata foi encontrada
Arquivo pessoal
A Justiça manteve a prisão do homem suspeito de matar e enterrar o corpo da própria filha no quintal de casa, em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (2), na Vara Regional das Garantias, em Sorocaba (SP). O suspeito foi localizado e preso neste domingo (1º), enquanto pescava em um lago de Tatuí (SP).
Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) informou que a prisão ocorreu em cumprimento a um mandado em aberto. Segundo o órgão, não foram constatadas irregularidades no procedimento, e Gutemberg Peixoto Alves de Souza permaneceu preso.
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Segundo a Guarda Civil Municipal, Gutemberg estava foragido da Justiça desde 2022 e tinha mandado de prisão em aberto pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Ele foi abordado enquanto utilizava uma tarrafa para pescar no lago da Praça Mário Coscia, em Tatuí (SP), prática proibida no local por ser considerada pesca predatória.
Durante a abordagem, o suspeito apresentou um nome falso. Ao ser encaminhado à Delegacia de Polícia Civil do município, os agentes realizaram consulta no sistema e constataram que se tratava de um foragido da Justiça. Gutemberg recebeu voz de prisão e permaneceu detido.
Relembre o caso
Gutemberg Peixoto Alves de Souza é acusado de ter matado a filha, Agata Gonzaga Peixoto Ferreira, de 17 anos, que desapareceu em Ilha Comprida em 2021. A jovem morava com o pai no bairro Balneário Britânia.
Os restos mortais foram encontrados na manhã do dia 11 de novembro de 2022, no quintal da residência onde Agata morava com o pai. A ossada estava envolvida por uma rede e um lenço.
Semanas antes, em 26 de outubro de 2022, um tio da adolescente procurou a delegacia e informou que Agata estava desaparecida havia mais de um ano. Ele relatou que a jovem morava com o pai, Gutemberg Peixoto Alves de Souza, que dizia aos familiares que a filha teria decidido morar com a mãe, em Itanhaém (SP).
A Polícia Civil iniciou as investigações e localizou a mãe da adolescente, que negou ter recebido a filha. Diante disso, Gutemberg mudou a versão e passou a afirmar que Ágata teria fugido para Sorocaba (SP) com um rapaz e que, desde então, não mantinha contato nem utilizava redes sociais.
Inicialmente, o caso foi registrado como desaparecimento de pessoa. No entanto, após a localização de uma ossada no quintal da residência, a ocorrência foi reclassificada como homicídio. A partir disso, a Polícia Civil de Ilha Comprida deu início às investigações que resultaram no pedido de prisão do suspeito.
Polícia acredita que ossada encontrada seja de jovem de 17 anos que está desaparecida. Ela morava na casa com o pai
Arquivo pessoal e Rinaldo Rori/g1 Santos
Pai matou a filha e a enterrou no quintal da casa, no bairro Balneário Britânia, em Ilha Comprida (SP)
Rinaldo Rori/g1
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