Lutador que posou para foto enquanto imobilizava Moïse na orla da Barra vai a júri popular

  • 15/04/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra acusado de morte de Moïse tirando foto com vítima imobilizada A Justiça do Rio leva a júri popular, nesta quarta-feira (15), o terceiro acusado de participar da morte do congolês Moïse Kabagambe. O julgamento de Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, está marcado para começar às 11h, no 1º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. O crime aconteceu em 24 de janeiro de 2022, em um quiosque onde o Moïse trabalhava na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da cidade. O congolês foi agredido até a morte com cerca de 40 pauladas, segundo as investigações, porque cobrava o pagamento de diárias atrasadas. Brendon é o último dos três denunciados como executor a ser julgado. Em março de 2025, os outros dois réus — Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca — foram condenados a penas que, somadas, chegam a 44 anos de prisão em regime fechado. Aleson recebeu uma pena de 23 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão. Fábio foi sentenciado a 19 anos, 6 meses e 20 dias de prisão. Fábio (à esquerda) e Aleson (à direita) já foram condenados; Brendon (no meio) será julgado nesta quarta Reprodução Pose para foto e 'hang loose' De acordo com a denúncia do MPRJ, imagens de câmeras de segurança do quiosque (veja no início da reportagem) mostram que Brendon participou diretamente das agressões. O vídeo mostra ele derrubando e imobilizando o congolês. Em depoimento à polícia, dias após o crime, Brendon disse que é lutador de jiu-jítsu e que estava com a "consciência tranquila" porque "apenas segurou" Moïse, mas "não o estrangulou". É Brendon também quem aparece em um dos momentos que mais repercutiram no caso: ao lado de outro acusado, posa para uma foto junto à vítima já imobilizada no chão, amarrada e aparentemente desacordada. Na sequência, o réu faz um gesto com as mãos conhecido como “hang loose”, associado a uma saudação descontraída, muito usada por surfistas — atitude que, segundo a acusação, evidenciou a frieza dos envolvidos. Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota Reprodução/TV Globo As gravações ainda registram que os três acusados espancaram Moïse com um pedaço de pau, além de socos, chutes e tapas, ao longo de cerca de 13 minutos. Mesmo sem apresentar resistência, a vítima foi derrubada, contida e amarrada, ficando completamente indefesa durante as agressões. No julgamento anterior, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses do Ministério Público, reconhecendo que o crime foi cometido por motivo banal, com extrema crueldade e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/04/15/lutador-que-posou-para-foto-enquanto-imobilizava-moise-na-orla-da-barra-vai-a-juri-popular.ghtml


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