'Matou ela e ainda veio na minha casa jantar', diz mãe de jovem encontrada morta em Dracena
16/06/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil prende jovem acusado de simular suicídio da companheira em Dracena
"Meu sentimento é de indignação por tudo o que ele fez. Ele veio de caso pensado para matar minha filha." O desabafo é de Glaucia Canhim, mãe de Thalya Andréya Canhim Nunes, de 21 anos, encontrada morta em Dracena (SP), no dia 6 de junho. O companheiro da jovem, Denner Botassio, de 24 anos, está preso e é o principal suspeito do crime.
Ao g1, a mãe da jovem relembra como era o relacionamento da filha. "Eles estavam separados e ele veio aqui [em casa] chamando ela para conversar. Foi quando ele já veio de caso pensado para matar minha filha”.
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Preso desde a última sexta-feira (12), Denner está detido em Presidente Venceslau após a Justiça decretar prisão temporária, medida usada para garantir o andamento das investigações. O prazo inicial pode ser prorrogado por mais 30 dias e, ao final, a prisão ainda pode ser convertida em preventiva.
Segundo a Polícia Civil, ele foi assistir a um jogo de futebol na casa de um colega após cometer o crime, aponta a investigação.
Denner Botassio e Thalya Andréya Canhim Nunes; Dracena (SP)
Reprodução/redes sociais
Conforme o relato da mãe da vítima, o suspeito disse à família que eles tinham discutido e Thalya tinha saído da casa em seguida. “Saído como? Se a moto dela estava aqui, as coisas dela estavam aqui.”
“Ele matou ela e ainda veio aqui na minha casa jantar, dar janta para as crianças e mamadeira para a neném. Isso me deixou chocada… Eu procurei minha filha, mandei mensagem, mas o telefone estava desligado.”
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Eles tinham um casamento conturbado, segundo a mãe da vítima. A jovem quis separar após perceber que não havia mudança por parte do companheiro. “Era desse jeito, quase todo dia, a gente tinha que ir lá, era muita briga.”
“Para mim foi uma crueldade, foi uma fatalidade. Ele acabou com a minha vida e com a vida das minhas netas”, relata.
Em meio ao sofrimento que a família passa, Glaucia agradece o apoio das autoridades pela prisão do suspeito durante a Operação Florescer. “Estou esperando que a Justiça seja feita.”
Investigado por feminicídio
Segundo a Polícia Civil, Denner Botassio informou, durante interrogatório, que ele e a companheira teriam brigado por causa de supostas mensagens trocadas pela vítima com outra pessoa. Durante a discussão, ele teria matado a vítima.
Após o crime, ele foi para a casa do colega assistir a uma partida de futebol. Ao retornar ao imóvel onde estava o corpo de Thalya, o suspeito decidiu forjar a cena para fazer o caso parecer um suicídio.
O suspeito do crime foi preso no local onde trabalhava, na última sexta-feira (12), em Dracena, durante a Operação Florescer, por equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).
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Ainda conforme a polícia, o caso foi registrado inicialmente como morte suspeita, após Thalya Andréya Canhim Nunes ter sido encontrada morta em um cômodo nos fundos da casa.
O suspeito havia ido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Dracena, acompanhado por um advogado, e negado qualquer envolvimento na morte da jovem.
No decorrer das investigações, a polícia ouviu diversas pessoas ligadas à vítima e ao investigado, entre elas, familiares e pessoas próximas, que relataram o histórico de convivência do casal e as circunstâncias que antecederam o crime.
A partir das investigações, a polícia identificou que o homem teria tentado alterar a cena do crime e construir uma falsa narrativa de suicídio. Ainda conforme a polícia, o crime ocorreu na presença de crianças que moram na casa. O caso segue sob investigação.
Thalya Andreya Canhim Nunes, de 21 anos, morta pelo companheiro em Dracena (SP)
Reprodução/redes sociais
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