Médico é condenado a 18 anos de prisão por crime sexual contra adolescente durante consulta
26/02/2026
(Foto: Reprodução) Médico acusado de estuprar uma menor de idade em consultório recebe aumento de pena
O médico Alfredo Dias Junior foi condenado a 18 anos de prisão por crime sexual contra uma adolescente durante uma consulta médica. Após um recurso do Ministério Público, a Justiça reviu a pena de 6 anos e condenou o médico a 18 anos. Ele continua preso desde março de 2025. A informação é do repórter da TV Anhanguera Honório Jacometto.
O g1 não localizou a defesa de Alfredo até a última atualização desta reportagem. O crime aconteceu em março de 2023, em Goiânia. À TV Anhanguera, o Conselho Regional de Medicina (Cremego) informou que o médico está suspenso por uma decisão judicial e não pode exercer a profissão.
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Médico Alfredo Carlos Dias Mattos Junior foi condenado a 18 anos de prisão, Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
Em entrevista à TV Anhanguera, a promotora de Justiça Camila Fernandes explicou que o juiz de primeira instância entendeu que o crime não era de estupro de vulnerável, que era um crime menos grave de violação sexual mediante fraude. A promotora recorreu ao Tribunal de Justiça de Goiás e os desembargadores entenderam como o Ministério Público e acataram a tese.
Para a promotora, essa condenação é um recado para a sociedade de que crimes cometidos contra crianças e adolescentes sofrerão punições independente de se o autor é médico, advogado, engenheiro, pedreiro. "Esse médico, nós temos notícias de outras vítimas dele, ele determinava que todas elas se despisse e ali mesmo no consultório ele praticava os atos", relatou.
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Relembre o caso
A adolescente estava com dores de estômago e procurou o médico com a mãe em março de 2023. A denúncia do Ministério destacou que o médico solicitou exames, entre eles uma endoscopia e uma ultrassom endovaginal à jovem. Com os resultados no mês seguinte, o médico afirmou que ela tinha “anteversão do útero”, conhecida popularmente como “útero invertido”, e que essa era a causa das dores de estômago.
O documento relatou que o médico pediu que a adolescente retirasse a blusa, abaixasse a calça e se deitasse na maca para corrigir a posição do útero ali mesmo no consultório. Alfredo acariciou as mamas da adolescente, declarando que estava ensinando a fazer o autoexame.
“Em seguida, o denunciado colocou uma luva e introduziu os dedos na vagina da ofendida, sob o pretexto de que estaria ‘colocando o útero no lugar’”, afirmou o texto. A adolescente e a mãe procuraram um ginecologista, que informou que o procedimento não tinha respaldo técnico, disse o MP.
Médico Alfredo Carlos Dias Mattos Junior é denunciado por abuso sexual de adolescente, em Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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