Motorista de aplicativo é indiciado após negar transporte a cadeirante e ofendê-lo no Amapá
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Caso foi atendido pela 5ª Delegacia de Polícia da Capital (5ª DPC)
Polícia Civil/Divulgação
Um motorista de aplicativo foi indiciado pela Polícia Civil do Amapá por discriminação contra um cadeirante. O caso aconteceu em outubro de 2025, na Associação dos Deficientes Físicos do Amapá (ADFAP), no bairro Central de Macapá.
Segundo a investigação, o motorista chegou a ameaçar atropelar o homem, colocando o carro em marcha à ré.
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A polícia informou que o motorista se recusou a levar a cadeira de rodas. Como o passageiro não aceitou pagar a taxa de cancelamento, o condutor manteve a corrida ativa de forma irregular, impedindo que o homem chamasse outro carro.
O motorista também teria ofendido o passageiro com palavras pejorativas sobre sua deficiência e feito ameaças, o que provocou constrangimento e medo.
A delegada Lívia Pontes disse que o motorista alegou, em depoimento, que o carro era pequeno e não comportava a vítima junto com a cadeira de rodas.
"A cadeira é o meio de transporte dessa pessoa, não tem como ela embarcar sem essa cadeira, então essa situação gera um conflito [...] Ele confirmou a recusa alegando que o carro era pequeno, mas não apresentou uma justificativa plausível para a recusa. Em relação as ofensas, ele disse que elas partiram da vítima, e negou a situação da marcha ré, mas a Polícia Civil concluiu no curso das investigações que de fato a versão da vítima que narrava os fatos", explicou Pontes.
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A Polícia Civil ouviu a vítima, testemunhas e pediu informações à empresa do aplicativo. As provas confirmaram o relato registrado no boletim de ocorrência.
O motorista foi indiciado por discriminação contra pessoa com deficiência e por injúria qualificada. O inquérito já foi enviado à Justiça.
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Delegada Livia Pontes, responsável pelo caso
Mônica Costa/Rede Amazônica
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