Obras do Semae alteram fornecimento de água e trânsito na Vila Rei, em Mogi das Cruzes
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Morador da Vila Rei constroi bomba para encher caixa d'água em períodos sem pressão nos canos
PMMC / Imagens Cedidas
O fornecimento de água e o trânsito na Vila Rei, em Mogi das Cruzes, têm mudanças por conta de obras na rede de abastecimento do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae).
Ao longo de 30 dias, o Semae vai realizar intervenções pontuais na rede da distribuição da região de forma esporádica, sem alterações todos os dias.
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De acordo com a Prefeitura, a primeira intervenção foi realizada nesta semana. Serão feitas novas interligações e a instalação de registros para melhorar a estabilidade da distribuição de água no bairro e em parte do Mogi Moderno.
A obra tem foco nos pontos mais altos da região, onde a falta d’água é mais recorrente, especialmente em dias de calor intenso e maior consumo.
Durante o período das obras, a avenida Pedro Machado e as ruas Alves Porto, Oscar Tompson, Carlos Gomes e Eurotide Guimarães passarão por escavações. As interferências no trânsito serão temporárias, podendo ocorrer interdições parciais.
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O diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado, recomenda que “quem não tem caixa d’água deve providenciar com urgência a instalação de um reservatório no imóvel, o que é fundamental para reduzir ou mesmo evitar transtornos em períodos de escassez de água”.
Furtado ainda orienta que “a reserva de 200 litros para cada morador é suficiente. Assim, uma casa com cinco pessoas deve ter uma caixa com capacidade para, pelo menos, mil litros. Isso garante o abastecimento da residência por até 24 horas sem fornecimento de água pela rede”.
Adaptações à falta d’água
Os baldes são enchidos, colocados no sistema com um motor e enviados para cima da casa, onde fica a caixa d'água
Arquivo pessoal / Milton Oliveira
Moradores do bairro relatam dificuldades com o abastecimento há anos. O piscineiro Milton Oliveira, que mora na região há 20 anos, conta que é comum ficar “a noite inteira sem água, daí quando chega, vem muito fraquinha, de repente ela acaba de novo”.
“Desde outubro do ano passado, piorou de vez a situação aqui. Começou a acabar praticamente quase todo dia”, explicou.
Para suprir as necessidades da família, Oliveira precisou se adaptar à falta de água constante. Ele criou um sistema para encher a caixa d’água mesmo sem pressão suficiente para a água subir pelos canos.
“Comprei quatro tambores de 100 litros e coloquei um motorzinho para mandar a água daqui de baixo para lá para cima. Então, quando a água chega, mesmo que pouca, a gente enche o tambor e manda a água lá para cima.”
Ele afirma que, sem os tambores, a família ficaria sem água quase todos os dias. “No ano passado, do dia 23 até o dia 25, ficamos completamente sem água. Se não fosse esses tambores, eu não teria água no Natal. A casa ia estar cheia de gente e a gente não podia nem lavar uma louça?”
O processo é simples e contínuo, para nunca ficarem sem água. “Quando a água volta, mesmo que pouco, dá tempo da gente encher os tambores e mandar a água lá para cima. Enquanto eles esvaziam com o motor, já vamos enchendo os outros.”
“Quando tudo termina, temos a caixa e os tambores cheios, para não faltar.”
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