Preso por feminicídio, último integrante de grupo que arrancou grades da cela e fugiu a pé de presídio é capturado no RS
07/05/2026
(Foto: Reprodução) Quarto detento de grupo que arrancou grades da cela e fugiu a pé de presídio é capturado
Quase duas semanas depois da fuga, foi recapturado o último foragido do Presídio Estadual de Caçapava do Sul. O homem se apresentou à Delegacia de Polícia em Cacequi, acompanhado de advogados, na tarde de quarta-feira (6). Ele foi encaminhado ao presídio do município.
Bruno da Rosa Padilha estava preso por feminicídio, cometido em fevereiro deste ano, e era o único detento ainda procurado após a fuga registrada no dia 24 de abril.
Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia localizado a defesa de Padilha.
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Segundo a Polícia Civil, quatro detentos serraram as grades de uma cela e escaparam pela janela da unidade prisional.
Os outros três foram recapturados dias após a ocorrência. Eles foram identificados como Milton Cesar Ribeiro, Elivelto Valin de Oliveira e João Vitor Monteiro da Rosa. A reportagem também não encontrou as defesas.
De acordo com a polícia, os presos estavam na mesma cela e teriam conseguido retirar as grades de uma janela que dá acesso ao pátio externo da unidade. A fuga aconteceu por volta das 23h. Os homens têm ligação com um grupo criminoso com atuação em Porto Alegre.
A Corregedoria-Geral da Polícia Penal instaurou um procedimento para apurar como ocorreu a fuga e se houve falhas na segurança da unidade.
Feminicídio
O homem foi preso suspeito de matar Cassia Girard do Nascimento, de 26 anos, em fevereiro. A jovem foi morta a tiros em Cacequi, poucas horas após denunciar o ex-companheiro e obter medida protetiva contra ele.
Cassia registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito no dia 13 de fevereiro e teve uma medida protetiva de urgência (MPU) deferida ainda naquele dia. O homem chegou a ser intimado, mas não respeitou a determinação. A mulher foi morta no dia 14.
Cassia tinha um filho de seis anos. Conforme familiares da vítima, o relacionamento entre ela e o suspeito durou cerca de um ano e meio, e o homem não aceitava o fim.
Presídio Estadual de Caçapava do Sul
Imagem cedida
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