Quem era Antônio Pereira, referência na memória histórica de Uberlândia
05/05/2026
(Foto: Reprodução) Antônio Pereira foi escritor, jornalista e pesquisador de Uberlândia
TV Integração/Reprodução
Uberlândia se despede nesta terça-feira (5) de Antônio Pereira da Silva, um dos principais nomes na preservação da memória histórica da cidade. Jornalista por definição e historiador por vocação, ele dedicou décadas a registrar transformações, personagens e episódios marcantes do município.
O escritor e historiador morreu durante a madrugada, em decorrência de complicações de saúde após enfrentar metástase óssea causada por câncer de próstata.
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O velório ocorre na Loja Maçônica Luz e Caridade, no Centro de Uberlândia, e o sepultamento está previsto para as 17h30, no Cemitério São Pedro.
Seis décadas dedicadas à história de Uberlândia
Natural da cidade de Queluz (SP), Antônio chegou a Uberlândia em 1961. Em entrevista à TV Integração há cinco anos, ele chegou a relembrar a tranquilidade daqueles tempos, de ruas com poucos carros, atravessadas sem medo.
Antônio Pereira da Silva tinha formação em Direito, mas se definia como jornalista, não necessariamente como historiador. Mas, por escrever para jornais, reconhecia que o contato com o jornalismo inevitavelmente levava à história. E, então, desenvolveu forte atuação como pesquisador e escritor da história de Uberlândia.
No exercício diário de pesquisa, Antônio Pereira se destacou por revelar episódios pouco conhecidos da história local. Entre suas descobertas mais curiosas está a afirmação de que Uberlândia teria sediado o primeiro casamento civil do Brasil.
Segundo seus estudos, a união entre Zé Teixeira e Dona Francisca ocorreu em 14 de janeiro de 1890, antes mesmo do decreto oficial e meses antes de sua entrada em vigor.
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Muito além da história
Pereira também foi um apaixonado por música brasileira. Seu acervo impressionava com cerca de 9 mil discos de vinil.
Esse interesse o levou a atuar como crítico musical, analisando artistas, estilos e períodos da música popular brasileira. Sua curiosidade intelectual nunca ficou restrita a uma única área.
Ao longo da vida, acumulou funções diversas: foi servidor público, secretário de ação social e pesquisador, sempre mantendo o olhar atento para a cidade e sua cultura.
Um trabalho que ajudou a construir uma narrativa própria de Uberlândia, valorizando personagens e acontecimentos que poderiam ter sido perdidos no tempo.
Em reconhecimento à relevância de sua trajetória, a Prefeitura de Uberlândia informou que publicará ainda nesta terça-feira um decreto de luto oficial, destacando a importância do pesquisador para o registro e a valorização da história do município.
Antônio Pereira, historiador de Uberlândia, morre aos 91 anos
TV Integração/Reprodução
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