Servidores públicos são afastados da Procuradoria-Geral de Cuiabá por suspeita de corrupção e fraude
20/01/2026
(Foto: Reprodução) Três pessoas foram presas e três servidores públicos foram afastados por suspeita de fraudes
Polícia Civil de Mato Grosso
Três pessoas foram presas e três servidores públicos foram afastados por suspeita de envolvimento em fraudes contra a Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá durante a Operação Déjà Vu, cumprida pela Polícia Civil, nessa segunda-feira (19). Entre os afastados estão os ex-servidores municipais Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira.
Outro ex-servidor também teve prisão decretada, mas ainda não foi encontrado. Ele é apontado como líder do esquema e, segundo a polícia, teria orientado os demais integrantes a destruir os celulares para eliminar possíveis provas.
O g1 entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Município, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem, e tenta contato com a defesa dos servidores afastados.
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Segundo a polícia, os presos são investigados por inserir dados falsos em sistemas informatizados do município, além de crimes como corrupção e associação criminosa. A operação também resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, nove medidas cautelares diversas da prisão, quatro sequestros de bens e 12 bloqueios de valores, que somam mais de R$ 490 mil.
De acordo com a Polícia Civil, a operação é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), iniciada em abril de 2025, após a Procuradoria-Geral do Município comunicar à polícia suspeitas de irregularidades no sistema informatizado do órgão.
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A polícia informou ainda que os investigados são suspeitos de inserir informações falsas no sistema da Procuradoria, além de realizar cancelamentos e alterações irregulares de registros administrativos. A investigação também indicou possível pagamento de vantagens indevidas relacionadas a supostos serviços de intermediação para modificar dados oficiais.
Durante a operação, a polícia apreendeu dispositivos eletrônicos e documentos que serão analisados para identificar a extensão das fraudes e a participação de cada investigado. A investigação também apura o uso indevido de logins e senhas de acesso ao sistema interno do município.
De acordo com a Polícia Civil, o nome da operação, Déjà Vu, faz referência à repetição de padrões identificados durante a investigação, com lançamentos e cancelamentos semelhantes que indicam possível esquema recorrente de irregularidades no sistema público.