Startup maranhense capacita mais de 5 mil mulheres em vulnerabilidade e projeta formar 20 mil até 2030
12/02/2026
(Foto: Reprodução) Trabalhadoras beneficiadas pela plataforma Ela Faz, do Maranhão.
Divulgação/Programa Centelha
A startup maranhense Ela Faz, que desenvolve uma plataforma de tecnologia educacional voltada à qualificação profissional de mulheres e à promoção da paridade de gênero, tornou-se um dos casos de sucesso impulsionados pela segunda edição do Programa Centelha.
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Presente em 19 estados brasileiros, com cursos presenciais e online, a empresa já capacitou mais de 5 mil mulheres. Segundo a startup, 80% das participantes relatam aumento de renda após a formação.
“Mais do que números, é sobre histórias de transformação. Mulheres que antes não acreditavam no próprio potencial hoje lideram obras, empreendem e inspiram suas comunidades”, afirma Lívia Viana, CEO da empresa.
A Ela Faz foi criada em 2020, durante a pandemia, pela empreendedora Lívia Viana. Inicialmente, a iniciativa oferecia cursos e oficinas comunitárias focados em reparos domésticos, elétrica básica, pintura e outras habilidades práticas. O objetivo era apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social a conquistarem autonomia, independência financeira e autoestima.
Ao centro Lívia Vianna, CEO da Ela Faz, com trabalhadoras que utilizam a plataforma da startup.
Divulgação/Programa Centelha
Com o aumento da demanda, surgiu a necessidade de estruturar o negócio. Foi nesse contexto que a startup se inscreveu e foi aprovada no Programa Centelha. A participação marcou a validação do modelo de negócio e possibilitou a criação da plataforma digital, que atualmente leva capacitação a mulheres de todo o país.
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Após integrar o programa, a empresa triplicou o número de turmas, expandiu a oferta para cursos na modalidade de ensino a distância (EAD), firmou parcerias com empresas da construção civil e prefeituras, além de lançar oficialmente a plataforma digital Ela Faz. Em 2024, o ambiente online já soma mais de 2 mil usuárias ativas.
“O programa foi um divisor de águas que nos ajudou a transformar nosso propósito em uma operação sustentável”, destaca Lívia Viana.
Curso de capacitação em Construção Civil da Ela Faz.
Divulgação/Programa Centelha
Entre os reconhecimentos recebidos pela startup estão o Prêmio de Inovação Social e a participação em editais como Mulheres Inovadoras e Sebrae Delas. O faturamento anual atual varia entre R$ 300 mil e R$ 700 mil, com reinvestimento direcionado à ampliação do impacto social.
A meta da empresa é ambiciosa. “Pretendemos capacitar 20 mil mulheres até 2030 e nos consolidar como a maior rede de formação técnica para mulheres do Brasil”, completa a CEO.
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Programa Centelha
Com inscrições abertas no Maranhão para a terceira edição, o Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios com potencial de impacto econômico e social. A iniciativa é voltada a pessoas físicas e oferece capacitações empreendedoras e recursos financeiros para desenvolvimento dos projetos.
O programa é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI.
Segundo Priscila Procópio, coordenadora de projetos do Centro de Empreendedorismo Inovador da CERTI, o caso da Ela Faz reforça a importância da iniciativa. “O sucesso da startup nascida fora do eixo tradicional de negócios reforça a relevância do programa como alicerce para alavancar ideias com impacto social transformador em todas as regiões do país”, ressalta.
Em duas edições, o Centelha já apoiou mais de 1.640 startups e envolveu mais de 65 mil empreendedores em todo o Brasil. Na terceira edição, o programa chega aos 26 estados e ao Distrito Federal, com expectativa de apoiar mais de 1.100 projetos em todo o país.