VÍDEO: imigrante do Congo morre após ser imobilizado violentamente por 5 seguranças de loja na Irlanda
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Homem imobilizado por seguranças de loja antes de morrer
X / Reprodução
Um caso similar ao de George Floyd, homem negro que morreu asfixiado em 2020 nos Estados Unidos ao ser imobilizado violentamente por um policial no momento de sua prisão, está causando comoção na Irlanda.
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Yves Sakila, um imigrante do Congo que vivia no país desde 2004, morreu após ser contido por cinco seguranças de uma loja no centro da capital, Dublin, na sexta-feira (15). Ele teria cometido um furto no local.
O vídeo da ação, gravado por uma testemunha que passava no momento e que viralizou nas redes sociais, mostra o homem, que havia acabado de completar 35 anos, com todo o corpo pressionado contra o chão.
No começo das imagens, que duram cerca de 5 minutos no total, Sakila parece estar gemendo, mas depois fica em silêncio. Os seguranças forçam o corpo dele contra a calçada com as mãos e, em determinado momento, também com os joelhos.
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De acordo com a imprensa irlandesa, foram os policiais chamados para atender a ocorrência que perceberam que o congolês estava inconsciente. Eles chegaram a tentar reanimá-lo no local e o levaram a um hospital próximo, mas ele não resistiu.
Durante o incidente, um homem de 80 anos também acabou ferido depois de ser supostamente empurrado por Yves enquanto tentava fugir.
Corneille Sakila, irmão mais novo do congolês, falou à imprensa e exigiu justiça:
"A família e toda a comunidade congolesa exigem justiça. Existem vídeos e já vimos todos. Isso dói muito".
Yves Sakila em foto postada pelo irmão
Facebook / Reprodução
O primeiro-Ministro da Irlanda, Micheál Martin, afirmou que o incidente será "investigado minuciosamente":
"Não quero influenciar o resultado dessa investigação, mas acho que muitas pessoas estão claramente muito preocupadas com o que aconteceu aqui. Meus mais profundos sentimentos à família dele e a toda a comunidade congolesa".
Nesta terça-feira (19), uma vigília em frente à loja de departamento onde tudo ocorreu reuniu cerca de 100 pessoas que protestaram pedindo o fim da violência e justiça para Sakila.